Período Interbíblico e Livros Apócrifos

Estudos Bíblicos - publicada em 01/01/2012

Período Interbíblico

Introdução

O Antigo e o Novo Testamento, em algumas Bíblias, são separados por uma folha em branco, cuja finalidade é representar o silêncio do Senhor. Do profeta Malaquias, o último livro do Antigo Testamento, ao evangelho de Mateus, o primeiro do Novo Testamento, o tempo é de 400 anos.

Esse período, conhecido como Período Interbíblico, ficou caracterizado como a cessação da revelação bíblica. Nessa fase, as vozes dos profetas bíblicos do Antigo Testamento não se ouviam mais, era como se Deus deixassem o homem resolver seus problemas sozinho (principalmente no âmbito espiritual). Nesse tempo, foram evidentes as ondas de crescentes filosofias, imoralidades religiosas, quando os judeus, novamente, tiveram de amargar sucessivas derrotas e hostilidade de seus inimigos.


Período Pérsico

Este período abrangeu os anos 430 - 331 a.C. Ao finalizar o Antigo Testamento (400 a.C.), a Pérsia havia anexado a Judéia em seu domínio, tornando-a sua província. Os Judeus não tiveram problemas com o domínio pérsico por se este um governo brando e alheio aos interesses de Judá. A conquista da Babilônia deu-se com Ciro no ano 536 a.C., e este fez da Pérsia uma potência mundial. Quando a obra do templo em Judá foi suspensa por ordem do rei, alguns estudiosos julgam tratar-se de Cambises (530 - 522 a.C.) identificado também como Artaxerxes (Ed 4.7, 11, 23).
A retomada da construção do Templo foi ordenada por Dario (522 - 486 a.C.). Foi nesse tempo que Ester tornou-se esposa de Xerxes (Assuero; 486 - 465 a.C). O rei que autorizou o retorno de Neemias a Jerusalém foi provavelmente Artaxerxes. Este exerceu domínio quando o cânon do Antigo Testamento estava para ser encerrado. Os reis persas do período conhecido como "Silêncio Profético" foram: Xerxes II (Sogdiano; 423 a.C.), Dario II (Notus; 404 a.C), Artaxerxes II (Mnemon; 359 a.C), Artaxerxes III (Ocus; 338 a.C), Arses (335 a.C) e Dario III (Condomano; 336 a.C), que foi derrotado por Alexandre, o Grande, em 331 a.C.

Com a queda do império persa, o Império Grego entra em eminência.



Período Grego

O período correspondente a este império vai do ano 331 ao 167 a.C. Em 336 a.C, Alexandre Magno, com apenas vinte anos de idade, assume o comando do exército grego e investe contra o Oriente. Alexandre invade a Palestina em 332 a.C. e, um ano antes, já havia dominado o mundo inteiro. Implantou a língua e a cultura gregas em muitas cidades sob seu domínio, além de fundar cidades gregas por onde passava.

Com a morte de Alexandre, as nações da Síria e do Egito passaram a ser controladas por dois generais de seu exército: Ptlomeu governou no Egito e Selêuco, na Síria. A Palestina permaneceu sob o controle do Egito por cem anos, até 198 a.C. Antes, estava sob o domínio da Síria.

Quando o Egito dominou a Palestina, não havia qualquer imposição quanto à construção de sinagogas por parte do governo. Nessa época, Alexandria era o centro cultural do mundo e influenciou tanto os judeus que eles, a pedido de Ptolomeu, fizeram a tradução da Bíblia hebraica para a língua grega, versão chamada Septuaginta. Os reis do Egito, na época, ficaram conhecidos como "Ptolomeus".

Antíoco Epifânio (Síria) reconquista a Palestina em 198 a.C, voltando o domínio para a Síria, cujos governadores eram conhecidos como "Seleucidas". Antíoco Epifânio tinha profunda aversão aos judeus e fez um esforço gigantesco para exterminá-los e acabar com sua religião. Arruinou a cidade de Jerusalém no ano 168 a.C e tratou com irreverência o templo judaico, chegando ao ápice de sacrificar uma porca - animal imundo segundo as Escrituras Hebraicas - em seu altar. As leis judaicas, como, por exemplo, a circuncisão, foram quase suprimidas. Ele proibiu a adoração no templo, destruiu as cópias das Escrituras existentes na época e decretou morte a todos os que as possuíssem. Foi nesse tempo que ocorreu a revolta dos Macabeus.



 Período Macabeu

É também conhecido como hasmoniano. Um sacerdote amante de sua pátria, chamado Matatias, demonstrou forte coragem e resolveu enfrentar as atitudes ímpias de Antíoco Epifânio. Para tanto, contou com o apoio de alguns fiéis que abraçaram sua intenção. Entre os cinco filho de Matatias (Judas, Jônatas, Simão, João e Eleazar), a responsabilidade de continuar lutando pelos ideais objetivados por ele depois de sua morte (166 a.C.) recaiu sobre Judas, por ser um guerreiro e estrategista militar. Judas colecionou vitórias batalhas após batalhas, mesmo estando em grandes desvantagens, se comparando com os exércitos que enfrentou, até reconquistar Jerusalém, em 165 a.C.. Com seu ímpeto fervoroso. Reedificou e purificou o templo. Há, em João 10:22, uma festa chamada "Dedicação", cuja origem se deu devido à esta atitude de Judas Macabeu.

Com Judas, foi estabelecida a linhagem dos sacerdotes-hasmonianos que governaram a Judéia por cerca de cem anos.

Com a morte dos filhos de Matatias, João Hircano, filho de Simão, 135-106 a.C. começou a sobressair na administração da Judéia. E o país passa a desfrutar de sua legendária prosperidade.



 Período Romano

Em 63 a.C, a Palestina foi submetida ao domínio de Roma, sob as ordens de Pompeu. Na ocasião, foi nomeado governador da Judéia um descendente de Esaú (edomita) chamado Antípater. Herodes, filho de Antípater e Mariana, foi o sucessor ao governo. Foi justamente este Herodes, o Grande, que reinou na Judéia entre 37 a.C. e 4 a.C.. Jesus nasceu durante o seu reinado.

Este Herodes, inclusive, procurou agradar os judeus ao construir um templo muito pomposo, no entanto, não deixava de ser cruel, pois a matança dos meninos em Belém fora ordenada por ele (Mt 2:13-23).


Livros Apócrifos

Por meio de um longo processo, em que o pressuposto básico foi a inspiração divina, o povo de Deus estabeleceu o seu Cânon Sagrado. Nesse processo de escolha dos Livros Sagrados aparecem os Livros Apócrifos, que são os livros que não foram recebidos pela comunidade cristã como insp